Diretoras Brasileiras: Anna Muylaert

Já ouviu falar do Nino, um garoto com 300 anos de idade? Ele era aprendiz de feiticeiro e morava em um castelo com seus tios. E o Lucas Silva e Silva, que usava um gravador para criar histórias sobre como gostaria que as coisas fossem, você conhece? Aposto que do Menino Maluquinho, que adorava usar uma panela na cabeça, você se lembra! Esses três personagens eram protagonistas de séries que provavelmente fizeram parte da sua vida: Castelo Rá-Tim-Bum, Mundo da Lua e Um Menino Muito Maluquinho

Mas o que você não sabe é que por trás dessas produções está um nome bem conhecido no cinema brasileiro: Anna Muylaert! A diretora de “Que Horas Ela Volta?” (2015) participou como roteirista desses programas que marcaram a infância de muita gente.

Formada em cinema pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, além dessas séries, Anna também participou da equipe de criação do Disney Club (1998), quando o mesmo passou a ser exibido pelo SBT, e também escreveu “O Menino, a Favela e as Tampas de Panela” (1995), episódio brasileiro da série “Open a Door”, que reunia curtas de vários países em parceria com a BBC.

Na televisão, Anna também contribuiu para os roteiros das séries “Filhos do Carnaval” (2005) e Alice (2007), além de ter dirigido dois episódios de Preamar (2011), todas da HBO. Ainda como roteirista, ela trabalhou nos filmes “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (2006) e “Quanto Dura o Amor?” (2009).
Glória Pires e Paulo Miklos em "É Proibido Fumar" (2009), da diretora brasileira
Já como diretora no cinema, a lista de curtas e longas-metragens é extensa: “Rock Paulista”, “A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcanti” (1996), Durval Discos (2002), que levou o prêmio de melhor filme e melhor diretora no 30º Festival de Cinema de Gramado, “É Proibido Fumar” (2009), “Chamada a Cobrar” (2012), “Que Horas Ela Volta?” (2015) e, por fim, “Mãe Só Há Uma” (2016).
Elenco de "Quero Horas Ela Volta?" ao lado da diretora Anna Muylaert, de preto. Foto: Pandora Filmes
Que Horas Ela Volta?” foi escolhido pelo Ministério da Cultura, em 2015, para representar o Brasil no Oscar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. O longa não foi indicado à premiação, mas acabou sendo escolhido como um dos cinco melhores filmes estrangeiros do ano pela organização norte-americana National Board of Review, além de ter entrado na lista dos 100 melhores filmes brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). No Festival de Berlim, o filme também venceu o troféu do público na Mostra Panorama, que destaca filmes estreantes e de diretores renomados.

Também no Festival de Berlim, em 2016, “Mãe Só Há Uma” recebeu um dos troféus da 30ª edição do Teddy Awards, nome dado à mostra independente Berlinale, voltada às produções com temática LGBT
Naomi Nero interpreta Pierre/Felipe, protagonista de "Mãe Só Há Uma" 
E foi neste mesmo ano que Muylaert foi convidada, juntamente com outros 11 brasileiros, a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, que elege as melhores produções para ganhar o Oscar. Quase metade dos convidados que se uniram à organização incluiu mulheres, negros e outras minorias étnicas, como uma ação da Academia para diversificar a cerimônia. A lista completa dos convidados pode ser conferida aqui. Ainda em 2016, a 11ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo homenageou a cineasta, tendo exibido 21 obras dirigidas e/ou roteirizados pela mesma.

Em entrevista ao Estação Plural, da TV Brasil, Anna Muylaert falou sobre suas produções, filmes que marcaram e os desafios para produção cinematográfica no Brasil. Confira:



O que você acha da carreira de Anna? Já conhecia o trabalho dela como roteirista? 
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10 filmes que você provavelmente não sabia que são independentes

Anteriormente, nós explicamos neste post a confusão em torno da definição correta do que é uma produção independente. Seguindo a concepção mais aceita, nós fizemos uma lista de grandes filmes que você provavelmente não sabia que podiam ser considerados indie. A lista está organizada de acordo com o orçamento, indo do maior para o menor, sendo que nenhum deles ultrapassa a marca de 20 milhões de dólares. Os dados financeiros foram retirados do site Box Office Mojo, especializado no assunto.

1) Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance) | Alejandro G. Iñárritu | EUA | 2015 | US$ 16,5 milhões
Com um elenco repleto de estrelas, esse ganhador de quatro Oscars – incluindo o de Melhor Filme – mal conseguiu bancar 40 figurantes durante sua produção. O ambicioso projeto de Iñárritu enfrentou algumas dificuldades para achar um estúdio que financiasse seus gastos. Por fim, ele foi salvo pela Searchlight e pela New Regency, duas subsidiárias independentes de grandes estúdios que se juntaram para bancar o filme. Uma curiosidade: as duas empresas também se juntaram no ano anterior para financiar “12 Anos de Escravidão”, de Steve McQueen, que também acabou ganhando a principal estatueta do Oscar.

2) Amnésia

Memento | Christopher Nolan | EUA | 2000 | US$ 9 milhões
O primeiro grande filme de Christopher Nolan enfrentou várias dificuldades até se tornar esse clássico aclamado pelos cinéfilos. Suas primeiras exibições foram restritas aos festivais de cinema onde ele ganhou grande fama e repercussão. Isso não foi suficiente para os estúdios norte-americanos, que se recusavam a distribuir o filme para as salas de cinema convencionais. Depois de várias recusas, Amnésia foi comprado pela quase falida Newmarket – que, um ano depois, seria responsável pelo sucesso cult Donnie Darko. A popularidade da produção foi tão surpreendente que vários estúdios que haviam recusado a distribuição tentaram voltar atrás e comprar os direitos.

3) Pulp Fiction: Tempo de Violência

Pulp Fiction | Quentin Tarantino | EUA | 1994 | US$ 8,5 milhões
A Miramax, responsável pelo filme, era um estúdio independente até meados de 1993 quando foi comprada pela Disney. Pulp Fiction consolidou essa nova era da empresa sendo o primeiro projeto a ser realizado após a compra. Ainda assim, o grande sucesso de Tarantino foi feito nos moldes do mercado independente: com baixo orçamento e financiado apenas pela Miramax. Para manter os custos baixos, a equipe teve que recorrer a alguns artifícios como estabelecer um salário igual para todos os atores, independente da fama que já possuíam na indústria. 

4. O Exterminador do Futuro

The Terminator | James Cameron | EUA | 1984 | 6,4 milhões
Um dólar. Foi por essa fortuna que James Cameron vendeu o roteiro do filme que daria origem a uma das franquias de ficção científica mais famosas até hoje. Na época, Cameron era obcecado com o projeto e chegou a demitir seu agente porque ele não tinha gostado da premissa e aconselhou que o diretor deixasse a ideia de lado. Os filmes do Exterminador do Futuro foram inicialmente produzidos fora dos grandes estúdios e arrecadaram mais de 1 bilhão de dólares no mundo todo, consolidando a carreira do ator Arnold Schwarzenegger.

5. Dirty Dancing – O Ritmo Quente

Dirty Dancing | Emile Ardolino | EUA | 1987 | US$ 6 milhões
A Vestron Pictures quase não lançou esse grande clássico da década de 80. Acostumada a distribuir filmes apenas em fitas de vídeo, esta seria a primeira produção da empresa nas salas de cinema, o que era um risco por si só. Tudo foi agravado com as críticas negativas de alguns integrantes da indústria cinematográfica e com a retirada de alguns apoios comerciais devido à narrativa secundária sobre um aborto ilegal – que, segundo estatísticas levantadas na época, 39% dos espectadores não perceberam. Ainda assim, o filme saiu do papel e se tornou um sucesso instantâneo, deixando um legado repleto de cenas e músicas marcantes.

6. Encontros e Desencontros

Lost in Translation | Sofia Coppola | EUA | 2003 | US$ 4 milhões
Talvez com um orçamento maior a jornada de gravações dessa obra de Sofia Coppola teria sido menos turbulenta. O filme foi rodado durante 27 dias em Tóquio com uma equipe composta em sua maioria por profissionais locais. Problemas com o idioma e divergências culturais eram obstáculos comuns nos bastidores. Além de quase ter sido presa várias vezes durante filmagens em locais públicos, a equipe chegou muito perto de se envolver acidentalmente com a organização criminosa Yakuza ao filmar nos territórios da máfia. Os riscos valeram a pena. O filme arrecadou 119 milhões de dólares mundialmente e é o preferido e "mais pessoal" da diretora.

7. Rocky: Um Lutador

Rocky | John G. Avildsen | EUA | 1976 | US$ 1,1 milhão
Escrito e estrelado pelo até então desconhecido Sylvester Stallone, Rocky era um risco que os grandes estúdios não queriam correr. O projeto foi acolhido pela United Artists, uma organização de artistas que visava sair do sistema mais comercial da indústria cinematográfica. Stallone não era a primeira opção para o protagonista, mas o ator insistiu tanto que os produtores, mesmo com receio, aceitaram. O filme rendeu três Oscars, incluindo o de Melhor Filme, e cerca de 225 milhões de dólares mundo afora.

8. Psicose

Psycho | Alfred Hitchcock | EUA | 1960 | US$ 800 mil
Psicose é talvez o filme mais conhecido do diretor Alfred Hitchcock, no entanto, a Paramount se recusou a bancar o projeto na época. A ideia provavelmente era muito arriscada: um serial killer que, travestido como sua mãe, mata a protagonista em meia hora de filme, o que foi revolucionário para o gênero de terror. A rejeição do estúdio obrigou Hitchcock e sua esposa a bancarem a produção com o próprio dinheiro. O casal usou membros da equipe do programa de TV “Alfred Hitchcok Presents” (1955-1965) para diminuir os gastos. 

9. Mad Max

Mad Max | George Miller | Austrália | 1979 | US$ 350 mil
Formado em medicina, o diretor George Miller bancou toda a produção com as economias adquiridas no seu trabalho em uma sala de emergência hospitalar - onde Byron Kennedy, um dos produtores do filme, era o motorista que levava o futuro cineasta para fazer algumas consultas. Mad Max rendeu uma franquia bem lucrativa que foi ressuscitada em 2015 e é considerado o abre-alas para filmes australianos no mercado norte-americano. Além disso, foi a estreia do ator Mel Gibson nas telonas. 


10. Atividade Paranormal

Paranormal Activity | Oren Peli | EUA | 2007 | US$ 15 mil
Assim como várias franquias de terror famosas - Sexta-Feira 13 e Halloween - Atividade Paranormal também teve sua origem em um projeto independente. Gravado em apenas 10 dias com uma câmera digital, o primeiro filme da série foi todo rodado na casa do próprio diretor. A Dreamworks, que comprou os direitos de distribuição, gostou tanto da ideia que chegou a pensar em refazer a produção do zero, só que dessa vez com um orçamento maior. O que determinou o lançamento da versão original foi o diretor Steven Spielberg. Convidado pelo estúdio para assistir o corte final, ele ficou tão assustado que chegou a pensar que o DVD enviado pela produção estava assombrado. O filme é considerado um dos mais rentáveis até hoje quando se trata da relação orçamento/lucro: custou apenas 15 mil dólares, arrecadou mais de 193 milhões e ainda rendeu uma franquia com um lucro mundial de mais de 889 milhões.
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O que é Spaghetti Western?

Spaghetti western, faroeste espaguete ou faroeste italiano. Muito popular nos anos 60 e 70, o termo denomina um sub-gênero dos filmes de faroeste americano. Ele tem esse nome devido ao fato de que a maioria dos filmes foram dirigidos e produzidos por italianos, por vezes em colaboração com outros países europeus, como Espanha e Alemanha. O termo "spaghetti western" originalmente era considerado depreciativo, pois alguns críticos pensavam que as obras eram inferiores aos westerns americanos.

Spaghetti Western x American Western

Confira algumas características que podem ser consideradas para distinguir os spaghettis dos faroestes americanos:

1. O nível de violência é normalmente muito maior nos italianos;

2. Os efeitos sonoros, como sons de arma e cavalos são diferentes;

3. Utilização de imagens e símbolos religiosos (católicos)

Contexto histórico e características

Yojimbo (1961), filme de Kurosawa que inspirou Sergio Leone a reinventar o western na Itália
A Itália estava no lado perdedor da Segunda Guerra Mundial, e os filmes spaghetti refletiram muito os sentimentos do povo em relação a esse resultado e a sociedade pós-guerra. Muitas das obras utilizaram a Guerra Civil Americana como pano de fundo, sendo a "substituta" para a Segunda Grande Guerra. O Risorgimento, movimento para a unificação do país no século XIX, também foi um evento histórico importante que influenciou os filmes do gênero.

Inspirado por "Yojimbo" (1961) - um filme de samurais japonês -, de Akira Kurosawa, o diretor Sergio Leone reinventou o western na Itália com um filme de baixo orçamento: "Por um Punhado de Dólares" (1964). Embora não fosse o primeiro western italiano, a abordagem de Leone foi única. O filme logo se tornou um tremendo sucesso na Itália e fez do ator Clint Eastwood uma estrela. 

Assim nasceu o "spaghetti western", com protagonistas cínicos, verdadeiros anti-heróis, e seus nomes um tanto quanto "estranhos", como Ringo, Sartana, Sabata, Johnny Oro, Arizona Colt ou Django.
Clint Eastwood consagrou sua carreira em "Por um Punhado de Dólares" (1964), de Sergio Leone
Outros elementos de destaque são os tiroteios e a morte de vários personagens, por autoria do herói que faz justiça pelas próprias mãos. A presença constante do duelo, frequentemente no clímax do filme, é também outra marca registrada dos spaghetti.

Em geral os spaghetti westerns são mais voltados para a ação do que os faroestes americanos. Os diálogos são poucos e a música funciona como um elemento da narrativa. Durante anos, eles foram chamados por críticos de "horse opera".

Sergio Leone e Ennio Morricone

O confronto épico em "Três Homens em Conflito" 
A conhecida Trilogia dos Dólares redefiniu o gênero na Itália. “Por um Punhado de Dólares” (1964), “Por uns Dólares a mais” (1965) e “Três Homens em Conflito” (1966), mostram um velho oeste nunca visto até então. Mais real e detalhado, a Trilogia dos Dólares é um retrato da violência e ganância de um dos tempos e lugares mais selvagens da história. 

Grande parte da emoção provocada nos filmes de western spaghetti se deve às trilhas sonoras compostas pelo italiano Ennio Morricone, que estão entre as mais belas da história do cinema. É gigantesca a importância do compositor para a construção do gênero spaghetti. Todos os três filmes da trilogia tiveram composições de Morricone, e a sua música era tão pouco comum quanto as imagens de Leone: ele utilizava instrumentos como trompete, harpa e guitarra; também adicionava assobios, chicotes e tiros. 
O diretor italiano Sergio Leone ao lado do compositor Ennio Morricone, com quem fez grandes parcerias
Morricone ainda compôs mais de 30 trilhas sonoras para faroestes italianos e seu trabalho foi significativo para ajudar a trazer reconhecimento ao gênero. Em 2007, o compositor recebeu um Oscar Honorário, pela "sua magnífica e multifacetada contribuição à arte da música para filmes”.

Outros diretores e filmes consagrados

Mais um marco do spaghetti foi o pioneiro “Django” (1966) de Sergio Corbucci - muitas vezes chamado de "o outro Sergio" -, que gerou diversos filmes com "Django" no título. Em 1968, mais duas obras-primas do gênero nasceram: o lendário “Era uma vez no Oeste”, de Sergio Leone, o primeiro a atrair a atenção dos chamados críticos “sérios”; e “O Vingador Silencioso” de Corbucci, totalmente filmado na neve, e que rompeu praticamente todas as convenções do gênero, entre eles o clichê do mocinho sempre vencendo no final.
O ator americano Lee Van Cleef em "O Dia da Desforra", conhecido principalmente por seus papeis de vilão em westerns
Outro cineasta da era de ouro dos faroestes italianos foi Sergio Sollima - o terceiro Sergio! -, o mais político de todos que trabalharam com o estilo. Sua obra “O Dia da Desforra” (1966), é uma história sobre a luta de classes.

Além destes, outros diretores se destacaram, entre eles: Tonino Valerii, Florestano Vancini, Duccio Tessari e Lucio Fulci. A maioria dos filmes spaghetti foram feitos com orçamentos baixos, mas mesmo assim, muitos foram inovadores. Embora na época não tenham obtido muito reconhecimento, mesmo na Europa, na década de 80, sua reputação cresceu e hoje o termo já é considerado um gênero aclamado do cinema. 

Diretores da atualidade

Uma nova geração de cineastas, como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez têm redescoberto o gênero, introduzindo elementos do spaghetti em seus próprios estilos. Temas de Ennio Morricone para a Trilogia dos Dólares estão presentes em “Kill Bill: Volume 2” (2004), de Tarantino, e “Django Livre” (2012) é uma clara homenagem à obra de Corbucci.

Quer conhecer mais filmes do gênero? Confira aqui uma lista com os melhores filmes spaghetti western segundo o diretor Quentin Tarantino!
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7 curiosidades sobre (500) Dias com Ela

Muito amado entre os "hipsters", 500 Dias com Ela (2009) acompanha o nascimento e a deterioração de um relacionamento. Disponível na Netflix, o filme conta como o sonhador Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) conhece Summer Finn (Zooey Deschanel), e como fato de terem gostos similares faz com que Tom logo pense que ela é a garota dos seus sonhos

Com cenas "expectativa x realidade" muito interessantes, você provavelmente já assistiu ou pelo menos ouviu falar do filme, mas que tal conhecer algumas curiosidades sobre ele, diretor, atores e seus bastidores? Vamos lá! 

P.S.: se por acaso você ainda não viu, corra! Temos alguns spoilers abaixo.


1) O começo


500 Dias com Ela - 500 Days of Summer, em inglês - foi a estreia em longas metragem do diretor Marc Webb, que até então havia dirigido principalmente clipes musicais, de artistas como Green Day, 3 Doors Down, Hilary Duff e outros.

Depois disso, Webb comandou filmes como “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” (2014) e o recente drama “Gifted” (2017), com Chris Evans e Octavia Spencer, ainda não lançado no Brasil.

2) A vida imita a arte e vice-versa

Segundo os comentários presentes na versão para DVD do filme, um dos roteiristas do longa estima que 75% da história do filme realmente aconteceu com ele. Podemos observar isso no começo do filme, pelo aviso escrito: "Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência … Especialmente você, Jenny Beckman… Vadia."

Então será que ele pelo menos teve um final feliz com sua Autumn?

3) Extras



Existe um documentário de 30 minutos chamado “Not a Love Story: Making (500) Days of Summer” (2009), um "por de trás das câmeras" que explora a criação do filme.

E existe também o Documentário Sobre o Amor, com opiniões de Summer, Rachel, Millie e a mãe de Tom. No filme é possível ver um pequeno trecho - que você pode ver dando o play aí em cima -, com o chefe e os amigos de Tom falando o que pensam sobre o sentimento. 

4) Números

Summer termina com Tom no dia 290 e já está casada no dia 476, o que é uma diferença de 186 dias. Aproximadamente, Summer se casou um pouco mais de seis meses depois de terminar com Tom.


5) Parceria



Marc Webb também dirigiu Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt, os protagonistas de “500 Dias com Ela” no clipe da música "Why Do You Let Me Stay Here?", da banda folk She and Him, que Zooey também integra. O clipe é uma espécie de complemento ao filme, feito também na intenção de divulgá-lo.


6) Prêmios

O filme recebeu várias nomeações e prêmios: Scott Neustadter e Michael Weber conquistaram o Satellite Award de 2009 por "Melhor Roteiro Original" e o Independent Spirit Award por "Melhor Roteiro"; o longa também garantiu uma indicação ao Globo de Ouro por "Melhor Filme (Comédia ou Musical)" e uma nomeação para Joseph Gordon-Levitt por "Melhor Ator (Comédia ou Musical)"



7) Cores


Quando aparecem os números com a contagem dos dias da relação do casal, a cor e o "humor" da arte de background mudam para refletir as fases da relação. Os dias bons são mais brilhantes e coloridos e os dias ruins, após o término, são mais escuros.

Bônus!

Sabe aquele número musical em que Tom está todo feliz por finalmente ter conseguido ficar com Summer? Então, existe uma versão alternativa dessa cena, caso nada tivesse dado certo. Veja o resultado:



Conhece outras curiosidades? Compartilhe com a gente!
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What Is My Movie?: o site que encontra filmes pela sua descrição!

Sabe aquele filme sensacional, com aquela atriz que você ama? Então, esse mesmo que você não consegue lembrar o nome de jeito nenhum. Sabe a preguiça de ficar pesquisando todos os filmes que essa atriz já fez para encontrar a sinopse do seu filme misterioso? Nem o Google ajuda nessas horas. Mas o que fazer com a vontade de revê-lo? 

Para facilitar a vida dos cinéfilos esquecidos existe um site chamado What Is My Movie? que tem a intenção de te ajudar a encontrar justamente esse filme que você não lembra o nome. 


No site você vai fazer uma breve descrição com o que lembrar sobre o longa, seja o nome de atores e atrizes, seja o gênero, ou até tentar descrever a sinopse. Quanto mais informação você colocar, mais chance de você encontrar o filme que procura. Por exemplo: filmes de super-herói com a Scarlett Johansson. Mas atenção: como o site está em inglês, é preciso inserir as informações no mesmo idioma.


Baseado nas informações que você forneceu, o site faz uma seleção de filmes que cabem na sua descrição, disponibilizando o pôster, uma sinopse e a nota de vários críticos. Você ainda pode classificar se a sugestão foi boa ou não, levando em consideração a sua procura e seu resultado. 


Mas de onde surgiu a ideia de criar um site como esse? O What Is My Movie? foi desenvolvido pelo o time técnico de Valossa, uma empresa da Universidade de Oulu, na Finlândia. A intenção do projeto era criar uma nova forma de pesquisa descritiva de conteúdo de vídeo. Mais de 130 mil filmes foram analisados para o site. Ou seja, a chance do seu filme misterioso estar por lá é bem grande! 

Além de muito útil na pesquisa de filmes, através de buscas gerais, baseadas em títulos ou em atores e atrizes, o site se tornou uma ótima ferramenta para conhecer novos longas.

E aí, o que acharam do site? Com certeza vai ajudar muito aqueles com a síndrome de Dory! Acesse o site aqui.
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Ilustrador recria clássicos da Disney no estilo do Tim Burton

Que o Tim Burton tem um estilo único todo mundo já sabe. Mas e se ele tivesse dirigido algumas das animações mais clássicas da Disney como A Bela Adormecida (1959), Bambi (1942) e A Bela e a Fera (1991)? Qual seria o resultado dessa parceria?

Essa pergunta não precisa ficar somente na imaginação, já que foi isso que Andrew Tarusov, um artista da Rússia, fez ao criar 10 pôsteres de filmes da Disney pela perspectiva do diretor de Edward Mãos de Tesoura. 

Há 10 anos trabalhando com ilustrações e animações, Tarusov é especialista em reinventar grandes rostos do cinema e desenhos animados. Ele já fez isso com heróis da DC e da Marvel, também no estilo Tim Burton, e princesas da Disney como personagens de Sin City. 

Em entrevista ao BuzzFeed, Tarusov explicou suas ilustrações inspiradas em Burton: “Eu amo o estilo do Tim Burton – como parece vintage, estiloso e bonito. É tudo feito como um filme de terror, mas ao mesmo tempo, não é terror. Pode ser qualquer gênero.” 

Entre os clássicos reinventados pelo artista temos Branca de Neve e os Sete Anões (1938), Aladdin (1992) e O Rei Leão (1994), que tem um toque de O Estranho Mundo de Jack (1993), de Burton. Confira alguns exemplos: 

O Rei Leão (1994)

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A Bela e a Fera (1991)

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Bambi (1942)

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Pinóquio (1940)

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A Bela Adormecida (1959)

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101 Dálmatas (1961)

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 A Pequena Sereia (1989)

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Dumbo (1941)

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Branca de Neve e os Sete Anões (1938)

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Aladdin (1992)

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E aí, o que acharam dos filmes da Disney com um toque de Tim Burton? Para conhecer mais do trabalho de  Andrew Tarusov, confira seu site.
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