Aplicativo gratuito avisa as melhores cenas para ir ao banheiro durante um filme

Segurar a bexiga durante duas horas seguidas pode ser uma missão complicada para muitos cinéfilos. O pensamento de ir ao banheiro no cinema e perder algum momento importante de um filme não é muito agradável, mas às vezes não dá pra evitar. Foi pensando nisso que o desenvolvedor Dan Florio criou o aplicativo RunPee.

Sob o slogan “por que cinemas não têm botão de pause”, o RunPee compila diversos momentos recomendados para se ir ao banheiro durante determinado filme. O aplicativo dá uma fala de algum personagem, que serve como "deixa" pra você sair da sala, e o intervalo de tempo que você tem antes da próxima cena. Para usá-lo, basta iniciar o cronômetro junto com o filme e o aplicativo irá vibrar quando chegar o momento certo.

O time por trás do RunPee tenta assistir os filmes o mais rápido possível no dia da estreia, atualizando o catálogo a cada semana. Segundo o site, eles tentam escolher cenas longas que variam entre 3 e 5 minutos sem reviravoltas cruciais, cenas engraçadas ou de ação. Além disso, o RunPee ainda tem algumas informações extras que podem ser úteis, como a duração dos créditos e se o filme apresenta ou não uma cena pós-crédito

Dan Florio teve a ideia para o aplicativo após assistir King Kong: Vida de um Gorilla Rei (2005) nos cinemas, remake do clássico filme de ficção científica que contou com nada menos que 3 horas e 21 minutos de duração.

E aí, o que acha da ideia? O aplicativo - em inglês - já está disponível para Android, iPhone e Windows.
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Diretores brasileiros: Selton Mello

Ele é bem conhecido tanto na televisão brasileira, tendo atuado em minisséries como “O Auto da Compadecida” (1999) - posteriormente transformada em filme com diversas edições -, e “Ligações Perigosas” (2016), quanto no cinema, protagonizando longas como “Lisbela e o Prisioneiro” (2003) e “Meu Nome Não é Johnny” (2008). Mas o que muita gente não sabe é que Selton Mello, além de ator renomado, trabalhou também na direção de diversas produções.
Selton Mello e Matheus Nachtergale em "O Auto da Compadecida", minissérie da Globo que foi posteriormente reunida e transformada em filme
Nascido na cidade de Passos, em Minas Gerais, Mello mudou-se ainda criança com a família para São Paulo, e logo cedo entrou para a carreira artística. Em 1979, com sete anos de idade, atuou na novela “Dona Santa”, da Band. A partir daí, o currículo do ator só cresceu.

Sua estreia no cinema foi em 1990, no filme “Uma Escola Atrapalhada”, do grupo humorístico “Os Trapalhões”. Selton Mello também participou da dublagem de filmes como “Clube dos Cinco” (1985), “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989) e “Irmão Urso” (2003).
Cena de "O Palhaço" (2011), longa dirigido e protagonizado por Selton Mello
Foi em 2005 que o ator resolveu se arriscar como diretor, com o curta “Quando o tempo cair”. Depois disso, dirigiu o filme “Feliz Natal” (2008), tendo ganhado pelo mesmo como melhor diretor no “Festival Paulínia de Cinema”, “Festival de Cinema de Goiânia” e “Los Angeles Brazilian Film Festival”. Seu próximo trabalho, em “O Palhaço” (2011), rendeu diversos outros prêmios como melhor diretor e melhor ator, já que, além de dirigir, Selton Mello também atuou como protagonista no longa. Na televisão, dirigiu a série “Sessão de Terapia” (2012-2014), da GNT.

Ator, dublador, diretor. A lista do profissional não acaba aí. Em 2004, ele também passou a apresentar o programa “Tarja Preta”, do Canal Brasil, onde entrevistava profissionais de cinema e teatro.
Johnny Massaro e Selton Mello nos bastidores de "O Filme da Minha Vida". Créditos: UOL Entretenimento
Em seu mais novo trabalho, atualmente em cartaz, Mello trabalhou no roteiro, direção e atuação em "O Filme da Minha Vida" (2017), longa baseado no livro "Um Pai de Cinema”, do chileno Antonio Skármeta. Filmado na Serra Gaúcha, tem sua ambientação nos anos 60. Conta com elenco diversificado, como Vincent Cassel, Johnny , como  Se ainda não assistiu, aproveite para conferir o trailer, com um convite especial do próprio diretor para os seguidores da 365 Filmes:
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7 curiosidades sobre Clube da Luta

Hoje vamos cometer um crime cinéfilo: quebrar duas regras muito importantes e que deveriam ser respeitadas entre os amantes da sétima arte. Brincadeiras à parte, vamos falar do filme O Clube da Luta (1999) dirigido por David Fincher e baseado na obra homônima de Chuck Palahniuk.

O longa é a história do Narrador (Edward Norton) que sofre de insônia, e vive uma vida tediosa e pacata até conhecer Tyler Durden (Brad Pitt), um homem aventureiro e desprendido da vida material. Os dois resolvem criar o Clube da Luta, onde homens comuns se encontram para brigar entre si. A regra número 1 e a número 2 do clube? É proibido falar sobre ele. 

No entanto, como falamos antes, vamos quebrar essa regra para saber mais sobre esse filme. Para saciar a sua curiosidade, resolvemos trazer este especial "proibido". Confira:


1) Dentes perfeitos


No livro de Chuck Palahnuik o personagem Tyler possui os dentes estragados e quebrados, e para aumentar a semelhança, o ator Brad Pitt visitou um dentista para que ele "lascasse" pequenos pedaços dos seus dentes. Após a conclusão do filme, Brad voltou ao dentista para ter seu conhecido sorriso de volta. 

2) Peito pesado


O ator Meat Loaf interpreta Bob, que tinha peitos gigantes devido ao uso de esteroides. Para fazer o filme, ele teve que usar um enchimento de 45 quilos feito de uma espécie de alpiste. Por causa disso, Bob é o único lutador que usa uma camiseta quando luta, o que vai contra uma das regras do Clube da Luta. 


3) O visual


Em uma entrevista ao Film Comment, em 1999, David Fincher afirmou que para criar o visual do filme ele se inspirou na 7-Eleven, uma loja de conveniência popular. Ele queria que o filme apresentasse um aspecto de "sujo", e que as pessoas parecessem brilhantes como acontece quando a luz fluorescente bate em pacotes de celofane. “Nós queríamos controlar a paleta de cores. Você entra no 7-Eleven no meio da noite e tudo está com aquele verde fluorescente. (...) Nós queríamos fazer com que as pessoas ficassem meio brilhantes”, afirmou Fincher. 

4) A opinião do autor


Em uma entrevista dada ao site DVD Talk, Palahniuk afirma que achou o filme mais bem construído do que seu próprio livro: “Eu estava meio constrangido com o livro, porque o filme tinha simplificado o enredo e tornado ele bem mais eficaz e feito conexões que eu não tinha nem pensado em fazer.”


5) Pistas escondidas


Há pelo menos um copo de Starbucks em quase todas as cenas. O diretor David Fincher se inspirou no seu filme anterior, Vidas em Jogo (The Game, 1997), onde ele colocou uma lata de Haggis em todas as cenas em homenagem ao seu diretor de fotografia, Harris “Haggis” Savides. Starbucks aprovou a brincadeira, exceto uma cena onde uma cafeteria é completamente destruída e teve que ter seu nome modificado para “Gratifico Coffe”. 

Outro detalhe “escondido” foram as cinco aparições de Tyler antes que o personagem fosse oficialmente introduzido. Ele aparece perto da copiadora no emprego do Narrador, no corredor do lado de fora do consultório médico, na reunião do grupo de apoio a pessoas com câncer testicular, atrás do Narrador quando ele vê Marla saindo da reunião e ele também é um garçom do lado direito da tela na apresentação de vídeo do hotel que o Narrador faz o check in. 

6) Soco inesperado


Na cena onde o Narrador está aprendendo a lutar, Norton deveria socar de leve o ombro de Pitt. Pouco antes das filmagens, o diretor pediu que Norton socasse a orelha do co-protagonista. Brad Pitt, que não sabia de nada, foi surpreendido com um soco na orelha e ainda soltou um “Você me acertou na orelha?”, que foi mantido no filme. 

7) Seguindo a regra


Nas entrevistas, quando perguntados sobre o Clube da Luta, Pitt e Norton fugiam da pergunta para não falar sobre o clube. Eles davam uma simples explicação sobre o que era o filme: "A história de dois amigos que iniciam um clube amador de boxe para jovens desfavorecidos e a mulher que aparece entre eles". 

Conhece outras curiosidade deste clássico? Compartilhe com a gente nos comentários.
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Amizades que Transcendem o Cinema

Existem tantas datas comemorativas do Dia do Amigo no Brasil que até ficamos confusos. Hoje é comemorado o Dia Internacional do Amigo, mas dia 18 de abril é comemorado o Dia do Amigo em nosso país, apesar de não ser uma data oficial e estabelecida por lei. Independente disso, o importante é lembrar da data e dos amigos com carinho!

Aproveitando a celebração, selecionamos algumas amizades que marcam o mundo do cinema. Será que você conhece todas? Confira:

1) Damien Chazelle e Justin Hurwitz

Essa amizade talvez seja a mais cotada do momento, já que os dois ganharam suas primeiras estatuetas do Oscar no início desse ano, mas a história é bem mais antiga que isso. Os dois se conheceram enquanto estudavam em Harvard e foi a paixão pela arte que os uniu. Eles já fizeram parte de uma banda juntos e depois se tornaram colegas de quarto. Então quando resolveram unir seus dons, Chazelle na direção e escrita, e Hurwitz, na música, o resultado só poderia ser esplêndido.

2) Tina Fey e Amy Poehler

Amigas há mais de 20 anos, essa dupla com certeza é uma das mais engraçadas de Hollywood. Fey e Poehler se conheceram enquanto estudavam teatro e desde então compartilham as telonas. Alguns de seus projetos juntas são Meninas Malvadas (2004), Uma Mãe Para o Meu Bebê (2008), Irmãs (2015), participações no Saturday Night Live e ainda a apresentação do Golden Globes por três anos consecutivos, de 2013 a 2015. 


3) Matt Damon e Ben Affleck

Considerado por alguns fãs o “bromance” mais famoso de Hollywood, os dois se conheceram quando ainda eram crianças. Eles estrearam no cinema com o filme Código de Honra em 1992 e a partir daí vieram vários projetos juntos. Um deles foi Gênio Indomável, filme que não só escreveram como também estrelaram. Foi com ele que receberam seus primeiros Oscars, por Melhor Roteiro Original.

4) Pedro Almodóvar e Penélope Cruz

Penélope Cruz decidiu se tornar atriz após assistir ao filme Ata-me! (1990) de Pedro Almodóvar, e consequentemente, o longa que trouxe grande sucesso à atriz foi Volver (2006), do mesmo diretor. Desde então, os dois já trabalharam juntos em diversos projetos. Muitos boatos já circularam o relacionamento dos dois, mas já falaram que é somente amizade e cinema. Talvez sejam a amizade mais cinematográfica da lista, mas mesmo quando não estão trabalhando juntos, ainda encontram tempo para colocar a conversa em dia.


5) Sofia Coppola e Zoe Cassavetes

Ambas filhas de grandes diretores, Coppola e Cassavetes cresceram em meio a Hollywood e sempre tiveram muito em comum. As duas seguiram os passos dos pais, mas foi na televisão que sua amizade se consagrou. Em 1994, elas criaram e apresentaram o Hi Octane, um programa de variedades do canal Comedy Central onde recebiam diversos convidados famosos. A amizade não continuou no meio cinematográfico, mas a admiração continua presente.


6) Julia Roberts e George Clooney

A dupla se conheceu em 2001 quando estrelaram Onze Homens e um Segredo e desde então são uma das amizades mais fofas de Hollywood. Os dois são tão próximos que Roberts até ficou hospedada com Clooney na Itália durante sua primeira gravidez, e Clooney cuidou dela como família. Na realidade, a amizade está sempre crescendo e hoje envolve os filhos e marido de Roberts e a esposa de Clooney. 


7) Kate Winslet e Leonardo DiCaprio

Os dois se conheceram há mais de 20 anos no set de Titanic e mesmo que seu relacionamento nas telonas tenha terminado de forma trágica, sua amizade floresceu e permanece até hoje. Para a alegria do público, os dois voltaram a atuar juntos em Foi Apenas um Sonho (2008). O duo está sempre se encontrando em premiações e demonstrando carinho um pelo outro. Para DiCaprio, Winslet é uma das melhores atrizes de sua geração. 

Quais dessas amizades você já conhecia? E quais outras vocês admiram e queriam ter igual?
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O surrealismo encontra Hollywood: Salvador Dalí, Hitchcock e Walt Disney

A relação entre as vanguardas das artes plásticas e o cinema sempre foi muito próxima e, até os dias atuais, influenciam-se mutuamente. A lista é grande: vai desde os futuristas, passando por Luis Buñuel, até chegar a Andy Warhol. 

Muitos artistas, principalmente nos anos 40 e 50, mudaram-se para os EUA e impactaram a própria forma da cultura norteamericana e especialmente o cinema. Salvador Dalí, um dos membros do grupo surrealista e que já havia trabalhado com Buñuel em filmes, foi um desses artistas que flertou com Hollywood em obras que você jamais teria imaginado. 

Dalí considerava o cinema um meio especial para representar os ideais e a estética do surrealismo, e não acreditava que houvesse uma diferença entre as vanguardas e a cultura popular, colocando as duas no mesmo patamar. 

Especula-se que Dalí ainda tenha criado desenhos para cenários e figurinos que não foram aceitos devido à sua excentricidade ou nunca foram creditados. Suas três participações efetivas e reconhecidas por Hollywood foram para: 

1. Alfred Hitchcock 



Hithcock criou a famosa cena do sonho em "Quando Fala o Coração" (Spellbound, 1945, EUA), que inicialmente tinha 20 minutos, sendo editada para 4 minutos posteriormente. A marca de Dalí aparece através dos olhos pintados no cenário, elemento que conecta toda a ação da cena. Ainda é possível lembrar-se de "O Cão Andaluz", quando um homem corta com a tesoura um olho desenhado.

2. Vincente Minelli

O diretor também já havia se inspirado com a vanguarda e comentou uma vez: "O Dalí era o grande pintor e o surrealismo, um estilo de vida". Trabalhou com o artista no filme "O Pai da Noiva" (Father of the Bride, 1950, EUA), em que desenvolveu uma sequência de pesadelo que passou despercebida.

3. Walt Disney


A participação mais inusitada foi com Walt Disney, já reconhecido pela grandiosidade de sua imaginação visual. Realizaram, em conjunto, o belíssimo curta de animação "Destino", iniciado no ano de 1946, mas que só foi lançado em 2003, quando ambos já haviam falecido. Nele podemos observar o estilo dos dois artistas, em que os objetos transformam-se o tempo todo ao expor uma espécie de narrativa de amor. Confira a capacidade de contar histórias de Disney com o senso e estética do surrealismo de Dalí: 


Infelizmente, muitas ideias de Dalí nunca chegaram nas telas. Mesmo assim, a sensibilidade do surrealismo ainda persiste hoje com um expressivo impacto no cinema.

Qual é a diferença entre terror e suspense?

Terror, horror e suspense. São muitos os nomes usados para denominar os filmes cujo intuito é criar alguma espécie de antecipação no público que logo será resolvida, seja com um susto ou não. Todos esses subgêneros, supostamente diferentes, em sua essência trabalham com uma mesma emoção: o medo. Essa discussão para dividir o terror em diferentes estilos já acontece, literalmente, há séculos, e a gente trouxe alguns dos principais argumentos para você refletir sobre a diferença entre eles. 

Para começar a entender essa diferença no cinema, temos que voltar na origem do medo como forma de consumo popular: a literatura gótica do século 18. A primeira pessoa a fazer uma distinção desses gêneros foi a escritora inglesa Ann Radcliffe (1764-1823), que separou o terror do horror. Para ela, o terror vem antes da experiência assustadora, estando ligado à uma apreensão e à uma ameaça. Já o horror é o que vem depois, sendo o choque e, muitas vezes, a repulsa. Uma comparação famosa é do acadêmico norte-americano Devandra Varma: o terror é o “cheiro da morte iminente” enquanto o horror é “tropeçar num cadáver”.
Cena do filme "Freddy vs. Jason" (2003) que juntou duas das franquias mais bem sucedidas de horror
No cinema, podemos caracterizar como horror os filmes slasher ou splatter. Apesar de possuírem momentos em que tentam assustar a audiência, o foco principal desses filmes é o gore - expressão em inglês para “sangue coagulado” - mostrando cenas de violência explícita e com sangue em abundância. Ou seja, quanto mais detalhes de uma morte em cena, melhor. Exemplos deles são as famosas franquias Sexta-Feira 13 (1980), A Hora do Pesadelo (1984) e Jogos Mortais (2005). Alguns clássicos do cinema também trazem fortes influências desse subgênero, como é o caso de Psicose (1960) e A Noite dos Mortos-Vivos (1968).

Já entre o terror e o suspense as coisas ficam um pouco mais embaçadas. No senso comum, o termo terror é usado para se referir aos filmes cuja narrativa apresenta um elemento sobrenatural. Enquanto o horror é uma transgressão das normas sociais, ao retratar serial killers e cenas gráficas com o intuito de causar repulsa, o terror é uma transgressão das regras naturais ao apresentar monstros, fantasmas e criaturas místicas. No entanto, esse argumento, apesar de plausível, pode se esgotar rapidamente. Se voltarmos na definição de Ann Radcliffe, o suspense, ou seja, a antecipação por algo desconhecido, é parte indissociável do terror. 
"O Sexto Sentido" (1999) é considerado o filme de suspense com maior número de indicações ao Oscar 
Então por que há uma diferenciação? Porque o mercado cinematográfico precisava de uma! Desde seu surgimento literário até o cinema, o gênero de terror sempre foi algo de baixa estima cultural, poucas vezes chegando ao status de “literatura” e muito menos ao de “arte”. Além disso, por trabalhar com o medo e com excessos de violência, misticismo e até de sexo, o público do terror acaba se tornando um tanto restrito. O suspense então surgiu para designar aquelas produções que trabalham com o medo, mas que não se encaixam no senso comum do que é um filme de terror. Desta forma, filmes como “O Silêncio dos Inocentes” (1991) e “O Sexto Sentido” (1999) se alçaram a um sucesso quase inédito, chegando a lugares inesperados como o Oscar.

Ainda assim, pode-se argumentar que terror e suspense se constroem de forma diferentes. Alfred Hitchcock definia o suspense como a suspensão da descrença, ou seja, a ausência do susto como principal reviravolta da narrativa - o que é uma característica comum dos filmes de terror. Para explicar isso, ele usava seu famoso exemplo da bomba: duas pessoas estão conversando, há uma bomba debaixo da mesa que não aparece em cena. Ela de repente explode. O público, é claro, vai se surpreender com a explosão, no entanto, antes dela, o que estava em tela era uma cena normal. A reação da audiência seria completamente diferente se, por exemplo, houvesse um plano de alguém implantando o explosivo lá. O espectador estaria ciente da presença da bomba durante toda a cena, estando investido emocionalmente nela. Para o diretor, isso é essencial na diferenciação entre susto e suspense, pois essa construção troca "quinze segundos de surpresa" na hora da explosão, por "quinze minutos de suspense".
"A Bruxa" (2016) é um exemplo de filme lucrativo que fugiu dos moldes do terror comercial
O medo é uma matéria-prima subjetiva e está em constante modificação, assim como o cinema. A gente já falou aqui como filmes independentes de terror estão quebrando cada vez mais o molde do que é considerado comercial, abandonando características que são levadas em conta na hora de fazer essa diferenciação. Ou seja, a própria Hollywood, que criou essas inúmeras categorias, aos poucos está embaralhando ainda mais a diferença entre elas e, até mesmo, criando novas - como é o caso do terror psicológico. A verdade é que, na prática, esses gêneros e subgêneros não se anulam, e um mesmo filme pode transitar entre os diferentes estilos durante seu enredo.
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